Por que falar de ocupação de espaços públicos?
Percebendo as desigualdades nos espaços públicos e privados, a dificuldade de manter espaços públicos ocupados, que abracem a população e ainda, a dificuldade de manifestações culturais permanecerem vivas, queremos dar espaço a discussões mais aprofundadas e que superem as antigas práticas jornalísticas sobre o tema.
Ocupar espaços públicos da cidade é um direito. Porém, para muitos manifestos, a repressão policial, o abuso de poder, as políticas higienistas e por fim, o silenciamento, é regra. Discutir cultura, ou a carência dela, é também discutir ideias, arte, leis, costumes, comportamentos, símbolos e práticas sociais. Ela deve ser vista como um organismo vivo e um mecanismo inerente ao homem necessário para a construção de melhorias sociais.
Sugestão
Produzido em 2016 pelo jornalista Ricardo Pessetti o documentário "A Causa é Legítima - A Batalha da Alfândega é o Direito à Cidade" trata a problemática da Batalha da Alfândega – duelos de rimas que ocorre todas as quintas-feiras, às 19h, no Largo da Alfândega, Centro de Florianópolis - e a ocupação dos espaços públicos por grupos culturais de "resistência". Propondo a discussão do Direito à Cidade, expõem a repressão policial contra jovens e movimentos culturais da periferia, traçando um perfil da Batalha da Alfândega e, assim, defendendo a ocupação dos espaços públicos como uma das muitas formas de pertencimento e permanência das pessoas na cidade.
FALANDO EM SAUDADE
#ESPAÇOSPÚBLICOS
Fotos: Alessandra Vieira e Victória Morais
2020 por Flama Coletiva
Florianópolis, Santa Catarina









