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Arte, sustentabilidade e economia local: na rua acontece de tudo

  • Foto do escritor: Flama Coletiva
    Flama Coletiva
  • 22 de mai. de 2020
  • 3 min de leitura

Além de promover lazer e cultura para a juventude, a rua também movimenta a economia

Feira Fatto a Femme, em 2019, na Av. Hercílio Luz, centro de Floripa. Foto: Alessandra Vieira


O aumento substancial do número de automóveis. Construções cada vez mais altas e modernas. Relacionamentos virtuais. A organização do mundo e da sociedade como um todo vive em constante mudança. Mas, algumas “instituições” resistem a toda essa metamorfose.


Passam-se os anos, e as feiras continuam lá. Dos menores bairros ao centro da cidade, semanalmente, artesãos, comerciantes e clientes se encontram para, mais do que vender ou comprar: se relacionar e trocar experiências.


De produtos orgânicos a artesanatos, de antiguidades a brechós, as feiras movimentam a economia local e o unem os moradores de cada região da cidade. Algumas organizadas por instituições das prefeituras, outras, pelos próprios moradores ou associações, elas levam para a rua e para os espaços públicos, a arte, a sustentabilidade e o convívio social.


Além das mais conhecidas, como as de artesanato e produtos orgânicos, existem, hoje, feiras acontecendo com outros produtos e objetivos.


Fatto a femme: por mulheres e para mulheres


Fatto a femme é uma feira que existe há menos de dois anos em Florianópolis e traz uma nova perspectiva: é exclusiva para mulheres artesãs e é também organizada apenas por mulheres. Ana Laura Paludo (28) e Cristiane Riess (33) são as responsáveis por esse movimento que, apesar do pouco tempo de existência, tem uma força e um público muito grandes.


Ana Laura afirma que ela e amiga começaram a fazer a feira porque tinham marcas próprias que eram novas no mercado. “Sempre percebemos a dificuldade de participar de outras feiras já consolidadas na cidade ou também de estar em lojas e outros pontos de venda”, explica a empreendedora. Ana Laura também explica que as duas buscavam um espaço para se conectar diretamente com os clientes e consumidores.


Sobre a parte burocrática, Ana e Cristiane contam que, a feira, que já está indo para a 12ª edição, tendo o apoio da Prefeitura de Florianópolis, por meio da Fundação Franklin Cascaes e da Secretaria de Políticas para Mulheres.

Na foto, as idealizadoras do projeto. Foto: @fattoafemme


Ana Laura afirma que ela e amiga começaram a fazer a feira porque tinham marcas próprias que eram novas no mercado. “Sempre percebemos a dificuldade de participar de outras feiras já consolidadas na cidade ou também de estar em lojas e outros pontos de venda”, explica a empreendedora. Ana Laura também explica que as duas buscavam um espaço para se conectar diretamente com os clientes e consumidores.


Sobre a parte burocrática, Ana e Cristiane contam que, a feira, que já está indo para a 12ª edição, tendo o apoio da Prefeitura de Florianópolis, por meio da Fundação Franklin Cascaes e da Secretaria de Políticas para Mulheres.


Quando ainda não havia isolamento social, Fatto e femme estava acontecendo, em média, uma vez no mês, em lugares como Centro e Barra da Lagoa.

Feira Fatto a Femme, em 2019, na Av. Hercílio Luz, centro de Floripa. Fotos: Alessandra Vieira


Viva a Cidade: a ocupação do centro de Floripa


Há seis anos, as manhãs de sábado no calçadão da rua João Pinto, no centro da cidade, são bem movimentadas. Com uma mistura de artesanato, sebos, brechós e antiguidades em geral, a Feira Viva a Cidade, promovida pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Florianópolis, movimenta centenas de pessoas. Segundo o próprio site, o projeto da Feira Viva a Cidade tem como objetivo “humanizar os espaços públicos, sua arquitetura e todo mobiliário urbano, transformando o local numa grande região de bem-estar, valorizando inclusive o comércio estabelecido”.



Feira AfroArtesanal é mais do que venda: é cultura


A Feira AfroArtesanal teve a primeira edição em 11 de julho de 2017 - aniversário de Antonieta de Barros, primeira deputada estadual (catarinense) negra do país - e foi idealizada pelo ex-vereador de Florianópolis Márcio de Souza, primeiro negro eleito ao cargo na cidade. O evento é realizado pelo Coletivo de Produtores Afro-Artesanais de Florianópolis, pelo Instituto Wilma Garcia, com apoio da Prefeitura de Florianópolis, da Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude e da Fundação Franklin Cascaes.


A manezinha Manoella Baracuhy, de 37 anos, é uma das expositoras da feira desde abril de 2019. A marca Barakesan Africanidades antes vendia só pelo Instagram. “Vi que faltava algo, pois eu não tinha experiência em vendas e então decidi procurar a Solange Adão, curadora da feira, que me aceitou”, conta. Foi lá, na Feira AfroArtesanal, que Manoella aprendeu a vender e montar expositores.


“Lá me sinto em casa! Em pleno centro de Florianópolis, na rua mais charmosa, estamos esbanjando alegria e força de vontade! As pretas mais lindas, enriquecendo a nossa cultura e promovendo as nossas marcas”, completa a artista.



Arte produzida por Manoella. Foto: @barakesan


Até antes do isolamento, a feira era realizada mensalmente, sempre às terças-feiras na Escadaria do Rosário, no centro da cidade. Voltada para a cultura negra, a feira contava com música ao vivo, apresentações culturais, arte e gastronomia.



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