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Ocupação dos espaços públicos versus isolamento social

  • Foto do escritor: Flama Coletiva
    Flama Coletiva
  • 28 de abr. de 2020
  • 2 min de leitura

Em meio a uma pandemia global, muitas atividades antes vistas como corriqueiras ou prazerosas, hoje, podem colocar em risco a vida de muitas pessoas


Centro de Florianópolis em meio à pandemia global. Foto: Victoria Morais


A crise política, econômica e social que assola o mundo em 2020 tem um nome: Covid-19. O vírus, que já infectou mais de 3 milhões de pessoas pelo mundo e já provocou mais de 4 mil mortes no Brasil até a última segunda (27), tem ameaçado não só questões políticas e econômicas, mas também alerta a respeito da saúde mental da população que, por conta da quarentena como estratégia para não propagar a doença, vive um confinamento em casa.

O isolamento social, defendido pelo Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela maioria dos especialistas e autoridades da área, é uma estratégia para reduzir a velocidade de transmissão dos casos de Covid-19 pelo mundo, para que haja um controle dos casos e não ocorra uma sobrecarga no sistema de saúde com um grande número de infectados ao mesmo tempo. Segundo o Ministério da Saúde, no Boletim Epidemiológico Especial sobre Coronavírus, publicado no dia 6 de abril, o distanciamento social não impede a transmissão mas faz com que ela ocorra de forma controlada em pequenos grupos intradomiciliares e assim, o sistema de saúde consegue tempo para reforçar a estrutura com mais equipamentos e recursos humanos.

Centro de Florianópolis em meio à pandemia global. Foto: Eduardo Valente


Os impactos do isolamento na saúde mental da população ainda são difíceis de serem medidos. Carolina Cardoso, de 25 anos, pesquisadora e professora de química, que mora em Florianópolis sozinha há oito anos, considera que o isolamento social foi impactante negativamente na saúde mental. Apesar de já sofrer com episódios de ansiedade anteriormente, a professora conta que, antes tinha uma vida agitada, trabalhava de 8 a 10 horas, fazia academia quase todos os dias, gostava de correr na Beira-mar Norte e ver os amigos aos finais de semana. “Depois que a pandemia começou, isso não pode mais acontecer, e eu usava desses momentos como uma válvula de escape pra aliviar um pouco a rotina, os problemas e me fazia muito bem”, declara a estudante.


E por que falar em ocupar em momento como esse?

Quando escolhemos a temática, ainda vivíamos em normalidade e pouco se falava sobre corona vírus. Falar sobre a ocupação do espaço público em um momento de isolamento e distanciamento social parece paradoxal pois até as atividades mais simples como ir a praia, parques, praças, feiras, fazer atividades ao ar livre, encontrar amigos em locais públicos, etc. não podem mais ser realizadas até que a atual conjuntura estabilize.

Por isso, ressignificamos e pensamos nesse momento como um momento para refletir sobre a importância de estarmos em contato com a cidade e com tudo que ela tem a nos oferecer: entendendo a sociabilização e os espaços públicos como parte essencial da nossa construção como cidadãos.


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